terça-feira, 22 de abril de 2008

Amapá (00)

O Amapá está se preparando para ser um grande produtor de biodiesel na região amazônica. Um projeto de pesquisa e prospecção de plantas nativas, do Governo do Estado em parceria com a Embrapa Amapá(Macapá-AP), pretende construir, em um ano, uma base tecnológica à produção e uso do biodiesel, a partir do beneficiamento de plantas nativas, gerando emprego e renda, e preservando o meio ambiente. Este projeto é a matriz que dará origem ao Programa Amapaense de Biodiesel.

As ações já começaram. Técnicos do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá – IEPA e da Embrapa estão mapeando os municípios que produzem andiroba, pracaxi, buriti, piquiá e inajá. Ainda este mês, segundo a pesquisadora Valéria Saldanha Bezerra, coordenadora das ações na Embrapa Amapá, tem início a coleta das espécies oleaginosas.

O passo a seguir, de acordo com o cronograma do projeto, será a pesquisa e avaliação da viabilidade do uso de matérias-primas para obtenção de biodiesel. O projeto prevê também a capacitação técnico-científica nas instituições de pesquisas do Estado e a modernização e credenciamento de laboratórios de análises da qualidade dos produtos extraídos.

Com um orçamento de R$ 400 mil, o projeto é bancado pela FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos, braço do Ministério da Ciência e Tecnologia e o Governo do estado. A coordenação geral é da Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia. Vão participar também das ações as secretarias estaduais da Agricultura e do Meio Ambiente, o Instituto de desenvolvimento Rural do Amapá – Rurap, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – SENAR e a Universidade Federal do Pará.

Floresta preservada - Para fundamentar a proposta de criação desse programa, os pesquisadores têm um forte argumento: mais de 80 por cento da população do Amapá está concentrada nas áreas urbanas da capital, Macapá; e do município de Santana. Com isso, o estado tem cerca de 98 por cento da floresta amazônica preservada, oferecendo as condições ideais para a implantação de pólos de produção de óleos vegetais. O Amapá possui 16 municípios e pouco mais de 500 mil habitantes, segundo o IBGE; e é o estado mais preservado do País.

Quando o programa decolar, os pesquisadores acreditam que o estado, a princípio, vai substituir em 2 por cento o óleo diesel pelo biodiesel. Hoje, para atender a demanda de energia elétrica no interior, a Companhia de Eletricidade do Amapá usa em média, todo ano, 20 milhões de litros de diesel. A redução será de 400 mil litros. O resultado das ações será o desenvolvimento e adaptação de tecnologias, mudando o perfil sócio-econômico do agricultor familiar.

O chefe geral da Embrapa Amapá, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, órgão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Newton Lucena, vê esse trabalho como uma oportunidade da empresa participar do desenvolvimento do estado, através de uma política pública “voltada à inclusão social de centenas de pequenos agricultores”.

Um estudo do National Biodiesel Board, dos Estados Unidos, divulgado no documento Biodiesel e Inclusão Social, da Câmara dos Deputados, revela que o Brasil tem condições de liderar a produção mundial de biodiesel, “promovendo a substituição de , pelo menos, 60 por cento do óleo diesel consumido no mundo”. O mesmo documento revela que, comparado ao óleo diesel derivado do petróleo, o biodiesel pode reduzir em até 78 por cento as emissões líquidas de gás carbônico. O produto reduz também em 90 por cento as emissões de fumaça e praticamente elimina as emissões de óxido de enxofre.

Várias pesquisas e testes com óleo de soja, mamona, girassol e dendê estão sendo feitas em quase todo o País, na busca do melhor biodiesel. Os testes são feitos em ônibus urbanos, embarcações e serviços postais. O biocombustível surgiu no Brasil a reboque da crise mundial do petróleo, no início da década de 1970. Foi quando o brasileiro começou a testar o álcool anidro, com 99,33 por cento de etanol, misturado à gasolina, apostando assim no Programa Nacional do Álcool, o PROALCOOL. A segunda fase do programa, a partir de 1979, foi centrada na produção de álcool hidratado para o uso direto como combustível dos automóveis. Hoje, o País é destaque mundial em biocombustível.

SERVIÇO

Projeto: Desenvolvimento da Pesquisa e Prospecção de Plantas Nativas para a Produção de Biodiesel no Estado do Amapá
Executores: Instituto de Pesquisas científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá - IEPA e Embrapa Amapá
Valor: R$ 319 mil
Financiamento: Ministério da Ciência e Tecnologia
Duração: 12 meses
Pesquisadores responsáveis: Fabiano Cesarino, IEPA; e Valéria Saldanha Bezerra, Embrapa Amapá.
Fones: (96) 212-5341 – IEPA; e (96) 241-1551, ramal 223 – Embrapa Amapá
E-mails: gabinete@iepa.ap.gov.br e valeria@cpafap.embrapa.br

Fernando Sinimbu ( 654 MTb/PI)
Embrapa Amapá
Contato: (96) 241- 1551 – ramal 205 fernando@cpafap.embrapa.br

Fonte:

Útima atualização 01/11/2008 às 13:12

Um comentário:

Astécnica disse...

Somos da empresa Astécnica Elétrica e Automação Industrial,e ficariamos muito honrados em fazer parte do seleto grupo de empresas que prestam serviços de elétrica e automação industrial em sua conceituada empresa, com a finalidade de participar de futuras licitações.
Tendo a oportunidade de orçar, mostraremos a qualidade e agilidade de nossos serviços.

RAMO DE ATIVIDADE

Engenharia de desenvolvimento para projetos de elétrica e automação industrial;

Comércio de equipamentos elétricos, eletrônicos e de instrumentação, painéis e assessórios;

Reparos e revisões de equipamentos de elétrica, instrumentação e mecânica,

Montagens de painéis elétricos em baixa e média tensão;

Montagem de painéis de automação com controladores digitais e CLPs;

Montagens elétricas gerais de campo;

Assistência técnica em elétrica e instrumentação;

Desenvolvimento de sistemas de automação com diversas tecnologias, (Weg, Siemens, GE-Fanuc, Rockwell, Altos, Atus, Smar, Fertron, etc)

Desenvolvimento de sistemas de automação em diversos protocolos de redes;

Desenvolvimento de sistemas supervisórios e salas de controle centralizadas, COI;

Desenvolvimento de PDE / PDA (Plano Diretor de Elétrica / Plano Diretor de Automação);

Assessoria técnica total ao cliente para novos projetos e implantações;

Treinamentos de: (Instrumentação Básica, Eletrônica Básica, Básico de CLP, Básico de Sistema de Supervisão, Comandos Elétricos);

ALGUNS CLIENTES

Agrest;
Alcool Ferreira;
Areva Koblitz;
Brasil Central Indústria de Base;
Cofercatu;
Destilaria Antonio Monti Filho;
Destilaria Camilo Ferrari;
Dow Agro Sciences;
IESA – Araraquara;
Indústria de Doce Santa Helena;
Irmãos Toniello;
Siner Engenharia e Comercio
Renk Zanini;
Rockwell Automation;
Roncar Escapamentos;
Usina Cresciumal;
Usina Nova Gália;
Usina Pitangueiras;
Usina Santa Juliana – Bunge;
Usina São Francisco – Balbo;
Usina Pitangueiras;
Usina Rio Verde;
Viralcool Açúcar a Alcool;


Estamos á sua inteira disposição para quaisquer esclarecimentos.


desde ja agradecemos.
Valdir Santos
Email- suporte@astecnica.com.br